terça-feira, 5 de agosto de 2008

West End - The Shire


Meu primeiro post específico sobre West End não será sobre o primeiro lugar que conhecemos, o já citado Lock 'n' Load, na Boundary Street. Vou escrever sobre o pico que comanda uma das melhores segundas-feiras que já tive notícia nesses meus 28 anos de boemia. O lugar é denominado uma casa de chá (tea house), mas parece que é de cogumelo: trata-se do The Shire.
Já ouvi que o dono só abre o bar quando quer, exceto nas segundas-sagradas-feiras. Aí, o que rola lá é uma mistura de Jamaica e praias do sul catarinense. Mais pelos biotipos e pela sonzera do que pelas belezas naturais, já que o bar não passa de um boteco cheio de pinturas coloridas nas pareces. O lugar não serve birita, então você pode trazer de casa e pagar (ou não) 3 dólares por pessoa por uma espécie de "rolha". Mas dizem que tem um dos melhores Chai Teas da cidade, seja lá o que isso for.
O importante é que, sendo segunda-feira, nadade trampo na terça de manhã, simbora pro The Shire. Sempre uma banda tocando, normalmente dub, instrumental e chapado, e um público extremamente comunicativo, formado especialmente por brasileiros, australianos, colombianos e europeus. O clima é de amizade e sossego, com a galera curtindo o som na calçada, na maior paz.
A balada começa cedo, umas 8 da noite já tá rolando, e termina às 11 da noite, horário ideal para pegar um dos últimos ônibus para casa.
No The Shire vi um dos contrabaixos mais loucos da minha vida. Ele pertence ao Donnie, coroa maluco que comandou o show no nosso primeiro dia de Shire. Feito para tocar como um baixolão, ele é feito apenas por um longo pedaço de eucalipto. Bom para levar por aí e com um som denso, perfeito. Brinquei com ele um pouco e fiquei afim de ter um igual...

Logo mais, um videozinho pra mostrar o som (é que tá meio escuro, hehehe) do Shire...

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